
Sou uma pergunta, como diria Clarice.
Ou talvez uma fotografia
De memórias perdidas, de um olhar que oscila em penas e venturas
Um rosto gélido e entorpecido no tempo
A beleza falaz repreendida em seu próprio silêncio
Eternizada em um sorriso febril
Excêntrico e descrente de si
Que intriga e devassa, intocávela arte das aspirações combinadas com um toque de pessimismo.
De matizes incompreensíveis
Pois a graça da vida é ser uma incógnita que todos tentam desvendar, mas nenhum consegue.