terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um primeiro pensamento...




Sou uma pergunta, como diria Clarice.

Ou talvez uma fotografia

De memórias perdidas, de um olhar que oscila em penas e venturas

Um rosto gélido e entorpecido no tempo

A beleza falaz repreendida em seu próprio silêncio

Eternizada em um sorriso febril

Excêntrico e descrente de si

Que intriga e devassa, intocávela arte das aspirações combinadas com um toque de pessimismo.

De matizes incompreensíveis

Pois a graça da vida é ser uma incógnita que todos tentam desvendar, mas nenhum consegue.